F1 é um daqueles filmes que lembram algo simples, mas essencial: cinema também é entretenimento. Nem toda obra precisa partir de uma premissa complexa ou carregada de simbolismo para ser válida. Às vezes, o que realmente conecta o público à tela é a sensação de espetáculo, de movimento e de experiência coletiva. Nesse sentido, o filme abraça sem medo o espírito do grande blockbuster esportivo.
Tecnicamente, é difícil não se impressionar. A direção de Joseph Kosinski aposta em uma encenação imersiva das corridas, com câmeras que colocam o espectador dentro da pista e um trabalho de som que amplifica cada curva e ultrapassagem. O roteiro é simples e até previsível em alguns momentos, especialmente na forma como encaixa o veterano vivido por Brad Pitt na narrativa. Ainda assim, essa simplicidade nunca chega a ser um problema real.
No fim, F1 funciona justamente porque entende o tipo de filme que quer ser. É um espetáculo técnico, direto e envolvente, que remete ao cinema de entretenimento que marcou tantas produções dos anos 80 e 90. Pode até haver debate sobre prêmios ou indicações, mas a qualidade da experiência que o filme entrega dificilmente pode ser colocada em dúvida.

