F1 | Cinema a 300 km/h

Joseph Kosinski resgata o prazer do espetáculo puro em um blockbuster imersivo que coloca o espectador dentro do cockpit.

F1 é um daqueles filmes que lembram algo simples, mas essencial: cinema também é entretenimento. Nem toda obra precisa partir de uma premissa complexa ou carregada de simbolismo para ser válida. Às vezes, o que realmente conecta o público à tela é a sensação de espetáculo, de movimento e de experiência coletiva. Nesse sentido, o filme abraça sem medo o espírito do grande blockbuster esportivo.

Tecnicamente, é difícil não se impressionar. A direção de Joseph Kosinski aposta em uma encenação imersiva das corridas, com câmeras que colocam o espectador dentro da pista e um trabalho de som que amplifica cada curva e ultrapassagem. O roteiro é simples e até previsível em alguns momentos, especialmente na forma como encaixa o veterano vivido por Brad Pitt na narrativa. Ainda assim, essa simplicidade nunca chega a ser um problema real.

No fim, F1 funciona justamente porque entende o tipo de filme que quer ser. É um espetáculo técnico, direto e envolvente, que remete ao cinema de entretenimento que marcou tantas produções dos anos 80 e 90. Pode até haver debate sobre prêmios ou indicações, mas a qualidade da experiência que o filme entrega dificilmente pode ser colocada em dúvida.

F1
12 2025
Ação, Drama

Sinopse

Sonny Hayes, a lenda do automobilismo, é persuadido a deixar a aposentadoria para liderar uma equipe de Fórmula 1 em dificuldades—e ser mentor de um jovem piloto famoso — enquanto busca mais uma oportunidade de glória.
Diretor: Joseph Kosinski
Roteiro: Ehren Kruger

Elenco principal

Felipe Moura
Jornalista, cinéfilo e pseudo nerd. Entusiasta dos anos 80, apesar de ter nascido nos anos 90. Fã de sagas espaciais, terra média e mundo bruxo. Assiste a todo tipo de filme, com exceção de alguns do gênero terror. Aprecia quase todas as vertentes do rock 'n' roll, músicas alternativas e uma boa MPB. Coleciona livros, HQs e câmeras antigas. Sua paixão é o cinema e não pensaria duas vezes se pudesse viver em um. Nas horas vagas arrisca ser fotógrafo, faz alguns rabiscos e escreve análises.

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