Pecadores | Sangue, memória e resistência

Como Ryan Coogler usa o mito do vampiro para dissecar o racismo institucional em um dos blockbusters mais necessários da década.

Na minha humilde opinião, Pecadores entra fácil na lista dos três melhores filmes de 2025. E isso vindo de alguém que nem é muito fã de terror. O filme usa o gênero de uma forma diferente do habitual, transformando o medo e o sobrenatural em ferramentas para discutir questões sociais profundas, mas de maneira bastante acessível. A narrativa mistura terror com crítica social e constrói uma alegoria poderosa onde a figura do vampiro surge como uma alegoria para o racismo institucional e o apagamento cultural.

Outro elemento que torna o filme tão especial é o papel da música. Ela não aparece apenas como trilha sonora, mas como parte essencial da narrativa e da dimensão espiritual da história. Música, arte, memória, pertencimento e comunidade caminham juntos ao longo do filme, reforçando a ideia de que a cultura também é uma forma de resistência e de preservação da identidade.

No aspecto técnico, tudo funciona muito bem. Fotografia, roteiro, trilha sonora e direção mostram um cuidado impressionante em cada detalhe. É um filme original, com escala de blockbuster e uma mensagem muito potente. A cada novo trabalho fico mais convencido de que Ryan Coogler, conhecido por dirigir Pantera Negra e Creed, é um dos diretores mais interessantes da sua geração.

Pecadores
16 2025
Ação, Terror, Thriller

Sinopse

Dispostos a deixar suas vidas conturbadas para trás, irmãos gêmeos retornam à sua cidade natal para recomeçar suas vidas do zero, quando descobrem que um mal ainda maior está à espera deles para recebê-los de volta.
Diretor: Ryan Coogler
Roteiro: Ryan Coogler

Elenco principal

Felipe Moura
Jornalista, cinéfilo e pseudo nerd. Entusiasta dos anos 80, apesar de ter nascido nos anos 90. Fã de sagas espaciais, terra média e mundo bruxo. Assiste a todo tipo de filme, com exceção de alguns do gênero terror. Aprecia quase todas as vertentes do rock 'n' roll, músicas alternativas e uma boa MPB. Coleciona livros, HQs e câmeras antigas. Sua paixão é o cinema e não pensaria duas vezes se pudesse viver em um. Nas horas vagas arrisca ser fotógrafo, faz alguns rabiscos e escreve análises.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia Também